Foi realizada uma sequência de reuniões com o objetivo de apresentar, implantar e alimentar a ferramenta de fluxo de caixa da empresa, conduzida por Carlos, executivo da área financeira da BG. O trabalho teve como foco estruturar a gestão financeira a partir dos extratos bancários, classificando corretamente receitas, despesas, fornecedores, impostos, tarifas bancárias, endividamentos, investimentos, transferências internas e demais movimentações.
Foi identificado que a empresa ainda não possuía uma rotina formal de conciliação bancária ou análise financeira por categoria. Os sócios acompanhavam saldos e pagamentos diretamente pelas contas bancárias, sem uma estrutura consolidada que permitisse compreender com precisão de onde vem o dinheiro, para onde ele vai, quanto sobra ou falta, qual o impacto do endividamento e quais recursos são destinados a investimentos.
Durante os encontros, Carlos apresentou a lógica da ferramenta, demonstrou a leitura de extratos do Sicoob, orientou a classificação de lançamentos específicos e reforçou a necessidade de registrar as movimentações conforme aparecem nos extratos, inclusive nos casos de cobrança, estorno e nova cobrança. Também foi destacada a importância de diferenciar receitas efetivas de transferências internas, separar despesas operacionais de dívidas antigas e identificar corretamente impostos, guias, faturas de cartão, tarifas, juros e consórcios.
As reuniões também serviram para iniciar um diagnóstico financeiro da empresa. A partir da consolidação dos dados, será possível avaliar se a operação gera caixa suficiente para pagar sua estrutura, seus compromissos financeiros, dívidas e investimentos. Nas etapas seguintes, deverão ser elaborados o orçamento da empresa, o ponto de equilíbrio e eventuais ações de ajuste, controle, renegociação ou expansão.