Apresentação de fluxo de caixa, ferramenta de precificação e ferramenta de crédito

Sumário Executivo

A reunião teve como foco a análise do desempenho financeiro do mês de fevereiro, a validação de ferramentas de gestão (precificação e crédito) e o alinhamento de diretrizes comerciais e financeiras para retomada do crescimento. Observou-se prejuízo operacional no período, aumento do CMV e consumo de reservas, evidenciando a necessidade de maior controle sobre compras, aumento de faturamento e disciplina na execução. Foram apresentadas ferramentas para padronização da precificação e concessão de crédito, além de reforçada a priorização de ações comerciais para atingir a meta mínima de R$57.000 mensais.

1. Custo de Participação em Feiras e ROI

  1. Foram relatados investimentos elevados em feiras (ex.: R$180.000) antes mesmo da geração de vendas.
  2. Identificados custos relevantes com estrutura, equipe e operação.
  3. Observada baixa conversão em determinados eventos.
  4. Reforçada a necessidade de mensurar retorno sobre investimento (ROI) antes de novos aportes.
  5. Diretriz: avaliar conversão e justificar financeiramente a participação.

2. Objetivos da Reunião e Ferramentas de Gestão

  1. Definição de foco em ações práticas com duração otimizada.
  2. Validação do fechamento de fevereiro.
  3. Apresentação das ferramentas de precificação e crédito para uso diário.
  4. Planejamento de integração futura com compras e cobrança.
  5. Diretriz: utilização prática das ferramentas no dia a dia e evolução contínua.

3. Análise do Fluxo Financeiro – Fevereiro

  1. Receita: R$30.000 (queda em relação a janeiro: R$41.000).
  2. CMV: R$17.000 (aumento proporcional relevante).
  3. Despesas operacionais: R$19.000 (dentro da meta).
  4. Resultado operacional: prejuízo de aproximadamente R$7.000.
  5. Impacto total com obrigações e investimentos: déficit aproximado de R$22.000.
  6. Redução de reservas de R$36.000 para R$14.000.
  7. Conclusão: mês deficitário, com consumo de caixa e necessidade de ajuste imediato.

4. Controle de Compras e Pagamento a Fornecedores

  1. Diretriz de manter CMV em até 40% da receita.
  2. Simulação demonstrou redução significativa do prejuízo com esse controle.
  3. Necessidade de planejamento de compras e negociação de prazos.
  4. Risco identificado: vendas sem geração de caixa devido à má gestão do CMV.
  5. Diretriz: controle rigoroso e uso de projeções mensais.

5. Prioridade Comercial e Aumento de Receita

  1. Definição de receita mínima necessária: R$57.000/mês.
  2. Redirecionamento da equipe para atividades comerciais.
  3. Atuação de prospecção e geração de leads como prioridade.
  4. Análise de ticket médio como ferramenta de crescimento.
  5. Diretriz: foco total em vendas para reequilibrar o fluxo.

6. Pró-labore

  1. Não retirado no mês de fevereiro.
  2. Definição de regularização no mês de março.

7. Estrutura Patrimonial e Balancete

  1. Ativos totais: R$3.137.000.
  2. Passivos totais: R$394.000.
  3. Redução do patrimônio líquido.
  4. Aumento de estoque correlacionado ao aumento de fornecedores.
  5. Diretriz: controlar estoque e preservar patrimônio.

8. Ferramenta de Precificação

  1. Estrutura baseada em custos reais e fluxo de caixa.
  2. Inclusão de variáveis como mão de obra, impostos, frete e comissões.
  3. Permite definição de margem e rentabilidade mínima.
  4. Diretriz: padronizar formação de preço com base na ferramenta.

9. Processo de Orçamentos

  1. Modelo atual manual e não parametrizado.
  2. Dependência de experiência prática na definição de valores.
  3. Diretriz: migrar para modelo estruturado e padronizado.

10. Exemplo Prático de Precificação

  1. Caso analisado demonstrou margem adequada mesmo com redução de preço.
  2. Possibilidade de maior competitividade mantendo rentabilidade.
  3. Diretriz: utilizar dados para decisões comerciais.

11. Estrutura de Equipe e Custo-Hora

  1. Impacto direto do aumento de equipe nos custos.
  2. Necessidade de ajuste na precificação conforme estrutura.
  3. Diretriz: decisões de contratação alinhadas ao faturamento.

12. Diretrizes Comerciais

  1. Estratégia de competitividade com controle de margem.
  2. Possibilidade de ajustes conforme condições de venda.
  3. Parcerias com arquitetos com comissionamento definido.
  4. Diretriz: crescimento com controle, sem desvalorização.

13. Ferramenta de Análise de Crédito

  1. Estruturação de modelo mais robusto que o atual.
  2. Inclusão de variáveis como score, histórico e relacionamento.
  3. Classificação de risco para orientar condições comerciais.
  4. Diretriz: evitar decisões imediatas e padronizar análise.

14. Critérios de Crédito – PJ e PF

  1. Avaliação baseada em múltiplos indicadores (score, histórico, tempo de mercado).
  2. Definição de risco e impacto na condição comercial.
  3. Diretriz: personalizar crédito conforme perfil do cliente.

15. Política de Recebimento

  1. Condições vinculadas ao nível de risco.
  2. Maior rigor diante do aumento da inadimplência.
  3. Diretriz: proteger o caixa e reduzir risco financeiro.

16. Processo Operacional e Rotina

  1. Necessidade de disciplina na atualização de dados.
  2. Uso contínuo das ferramentas apresentadas.
  3. Apoio disponível para implementação inicial.
  4. Diretriz: execução diária consistente.

17. Próximos Passos

  1. Aplicação imediata das ferramentas de precificação e crédito.
  2. Parametrização das políticas de recebimento.
  3. Simulação e padronização de preços.
  4. Controle rigoroso do CMV.
  5. Implementação de rotina comercial ativa.
  6. Atualização contínua do fluxo financeiro.
  7. Preparação de dados para próxima reunião.